O publicitário Anderson Shon decidiu testar a segurança de dez
colégios públicos de Salvador para saber se algo mudou no sistema de segurança
das instituições após o massacre em uma escola do Realengo, no Rio de Janeiro,
que deixou 11 mortos em abril. O jovem de 23 anos comprovou o frágil esquema de
segurança ao conseguir entrar em 10 unidades de ensino sem resistências. No
documentário, o publicitário vai até o banheiro das escolas e retira uma arma
de brinquedo da mochila para mostrar como uma pessoa poderia facilmente
reproduzir a ação do autor dos crimes no Rio. Em
algumas instituições onde foi questionado o motivo da visita, Anderson alegou
que precisava ir ao banheiro ou solicitar o histórico escolar, como o atirador
de Realengo. Em entrevista ao Correio 24h, o publicitário não quis revelar os
nomes dos colégios. "Quero que as pessoas pensem que eu passei por seu
colégio, para que todos cobrem mais segurança nas instituições em que
estudam", explicou.

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